Os perigos do futuro: conheça quais séries trabalham com futuros distópicos na Netflix

Jose Severiano Morel Filho

A ficção distópica é um dos gêneros mais intrigantes e instigantes do entretenimento. Conforme comenta o entendedor Jose Severiano Morel Filho, ao retratar futuros sombrios e sociedades distorcidas, essas séries não apenas entretêm, mas também provocam reflexões sobre os rumos da humanidade. Isto posto, na Netflix, existem várias produções que mergulham em cenários perturbadores, onde a tecnologia, o controle social e as desigualdades são os grandes vilões. Interessado nesse gênero? Acompanhe, em seguida, algumas dessas séries distópicas.

O que “Black Mirror” revela sobre o impacto da tecnologia nas nossas vidas?

Segundo o entusiasta Jose Severiano Morel Filho, “Black Mirror” é uma antologia britânica que aborda o impacto da tecnologia na sociedade de uma forma bastante sombria e muitas vezes perturbadora. Cada episódio é independente, mas compartilha uma visão crítica sobre como a inovação tecnológica pode amplificar os piores aspectos da natureza humana. Desde implantes cerebrais que registram todas as suas memórias até redes sociais que controlam a sua vida, a série reflete o lado obscuro do progresso, nos deixando inquietos sobre o que pode vir pela frente.

A série é uma verdadeira provocação ao nosso comportamento atual, mostrando que o fascínio pela tecnologia pode levar a uma perda de controle. Portanto, ao assistir a essa série, não é difícil imaginar um futuro onde os problemas retratados se tornem realidade, o que nos leva a pensar: estamos caminhando para um futuro distópico?

A ameaça das corporações em “Altered Carbon” e “Cyberpunk: Mercenários”

“Altered Carbon” apresenta um futuro onde a consciência humana pode ser transferida para diferentes corpos, permitindo que as pessoas vivam por séculos, como destaca o conhecedor Jose Severiano Morel Filho. A série nos leva a refletir sobre o conceito de imortalidade e as implicações morais e sociais dessa tecnologia. Com as camadas mais ricas da sociedade dominando essa tecnologia, “Altered Carbon” explora temas como o poder das corporações, a desigualdade e o que significa ser humano em um mundo onde o corpo se torna descartável.

Jose Severiano Morel Filho
Jose Severiano Morel Filho

De forma semelhante, “Cyberpunk: Mercenários” mergulha em um futuro dominado por megacorporações, onde a tecnologia cibernética define o status social. A série apresenta uma sociedade em colapso, onde a criminalidade e a manipulação cibernética são o cotidiano. Assim sendo, o protagonista, David, é um jovem que busca se destacar nesse ambiente caótico, levando o espectador a uma jornada brutal que expõe o preço da sobrevivência em um mundo controlado por poucos. Ambas as séries nos fazem refletir: até onde as corporações irão para controlar nossas vidas?

Como “3%” explora a desigualdade social e a luta pela sobrevivência?

De acordo com o comentador Jose Severiano Morel Filho, “3%” é uma série brasileira que se passa em um futuro distópico onde a população é dividida entre aqueles que vivem na pobreza extrema e uma minoria privilegiada que habita o Mar Alto, um lugar paradisíaco. O grande destaque da série é o “Processo”, uma seleção cruel pela qual todos os jovens precisam passar aos 20 anos para ter a chance de fazer parte dos 3% que poderão viver no Mar Alto. Apenas os mais fortes, inteligentes e, muitas vezes, os mais cruéis, conseguem vencer as duras provas.

Dessa forma, a série faz uma crítica social clara às desigualdades que já vemos no mundo de hoje, levando-as a um extremo distópico. A luta por uma vida melhor e a constante busca por justiça permeiam a trama, fazendo com que o espectador reflita sobre o quanto o sistema em que vivemos favorece poucos enquanto marginaliza a maioria.

Uma forma de refletir sobre o presente utilizando um futuro imaginado

Em última análise, essas séries distópicas disponíveis na Netflix não são apenas entretenimento. Elas nos desafiam a pensar sobre as consequências de nossas ações, o avanço desenfreado da tecnologia e as desigualdades que moldam o nosso mundo. Portanto, cada uma dessas produções nos oferece uma janela para futuros possíveis e, por mais sombrios que pareçam, eles refletem muitas das questões que já enfrentamos atualmente.