Seleção Brasileira de vôlei feminino é campeã do Sul-Americano e garante vaga em Los Angeles 2028

Time comandado por José Roberto Guimarães venceu os cinco jogos da competição no Maracanãzinho e assegurou classificação olímpica antecipada mesmo com desfalques por lesão

A temporada de seleções do vôlei brasileiro fechou com chave de ouro neste domingo, 13 de setembro. No Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Feminina conquistou o título do Campeonato Sul-Americano com cinco vitórias em cinco jogos, um retrospecto perfeito que garantiu, além do troféu continental, a vaga direta do Brasil nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

Uma campanha marcada por domínio e desfalques

O torneio, disputado entre os dias 8 e 13 de setembro, teve o Brasil como franco favorito desde o início, e a equipe correspondeu às expectativas dentro de quadra. Mesmo diante do fator casa e da pressão natural de decidir o título em solo brasileiro, o time de José Roberto Guimarães não cedeu nenhum ponto na classificação geral da competição, repetindo o domínio histórico do país na disputa continental.

A campanha, no entanto, não foi isenta de dificuldades. Ao longo do ano, a seleção precisou lidar com uma sequência de baixas por lesão em jogadoras importantes: Julia Kudiess desfalcou o time ainda durante a Liga das Nações de Vôlei (VNL), Rosamaria ficou de fora justamente do Sul-Americano, e Gabi Guimarães também não pôde atuar na VNL por conta de dores na região lombar. Apesar dos desfalques, a equipe manteve o nível competitivo em praticamente todos os compromissos da temporada.

O histórico da seleção brasileira na competição sul-americana ajuda a dimensionar o feito: o país soma agora 23 títulos e 11 vices na história do torneio, tendo vencido todas as edições disputadas desde 1995. A única vez em que o Brasil ficou fora da decisão do Sul-Americano foi em 1964, por razões alheias ao esporte, ligadas ao contexto político e administrativo daquele período no país.

O retrospecto da temporada de 2026

O título sul-americano coroou um ano de resultados consistentes para a seleção feminina. Antes da conquista no Maracanãzinho, o time brasileiro já havia disputado a Liga das Nações de Vôlei, principal torneio internacional da modalidade fora do ciclo olímpico, e chegado à decisão. Na semifinal daquela competição, o Brasil superou a favorita Itália mesmo desfalcado de Kudiess e Gabi, um resultado que reforçou a força do elenco disponível.

Na final da VNL, porém, o Brasil não conseguiu repetir o desempenho e perdeu para a Turquia, atual bicampeã da competição. As turcas conquistaram o primeiro título em 2023 e voltaram ao topo do pódio depois de a Itália ter vencido as edições de 2024 e 2025, encerrando um ciclo de disputa acirrada entre as principais seleções do vôlei mundial.

Ainda assim, somando os resultados da VNL e do Sul-Americano, a temporada de 2026 é avaliada como positiva pela comissão técnica brasileira, especialmente por ter cumprido o principal objetivo do ano: assegurar antecipadamente a vaga olímpica para Los Angeles, sem depender de disputas classificatórias adicionais em competições futuras.

Quando a seleção volta a jogar

Com o título sul-americano conquistado, a temporada de compromissos da seleção principal chega ao fim por enquanto. O próximo jogo da equipe está previsto apenas para 2027, quase nove meses à frente, um intervalo longo que se explica pelo calendário de clubes, que já teve início e passará a contar, nas próximas semanas, com a presença das jogadoras convocáveis em seus times.

A expectativa é de que o Brasil volte às quadras internacionais nos primeiros dias de junho de 2027, na abertura da próxima edição da Liga das Nações de Vôlei, torneio que deve ter uma de suas primeiras semanas de disputa sediada em território brasileiro, provavelmente em São Paulo. Até lá, o foco das principais atletas da seleção estará voltado para a temporada de clubes, tanto no Brasil quanto em ligas internacionais.

O título conquistado no Maracanãzinho reforça a tradição do vôlei feminino brasileiro em competições sul-americanas e garante ao país mais uma presença olímpica consolidada com bastante antecedência, o que deve permitir à comissão técnica planejar com calma os próximos ciclos de preparação rumo a Los Angeles 2028.

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