Corinthians segura empate com Rosario Central e deixa vaga na Libertadores em aberto

Timão empata por 0 a 0 no Gigante de Arroyito, resiste à pressão argentina mesmo após a expulsão de Allan e decidirá em São Paulo a classificação para as quartas de final da Copa Libertadores.

Corinthians volta da Argentina com empate

O Corinthians saiu de Rosário com a disputa pelas quartas de final da Copa Libertadores de 2026 completamente aberta. Na noite de quinta-feira, 13 de agosto, a equipe brasileira empatou por 0 a 0 com o Rosario Central, no estádio Gigante de Arroyito, pelo jogo de ida das oitavas de final. A partida repercute nesta sexta-feira, 14 de agosto.

O resultado pode ser considerado importante para o time paulista principalmente pelas circunstâncias da segunda etapa. O Corinthians terminou a partida com dez jogadores depois da expulsão de Allan e precisou suportar a pressão dos donos da casa nos minutos finais.

Agora, a decisão será na Neo Química Arena. Uma vitória simples coloca o Corinthians nas quartas. Novo empate leva a definição para os pênaltis, enquanto uma derrota classifica o Rosario Central.

Primeiro tempo tem Corinthians perto do gol

A partida começou equilibrada, com o Rosario Central tentando aproveitar o apoio de sua torcida e o Corinthians procurando controlar o ritmo e encontrar espaços para atacar.

A oportunidade mais clara da primeira etapa, porém, pertenceu ao time brasileiro.

Aos 42 minutos, Matheus Bidu acertou uma cabeçada no travessão. A bola chegou a tocar duas vezes na trave antes de sair, naquele que acabou sendo um dos lances mais perigosos de toda a partida.

A chance mostrou que, mesmo adotando uma postura mais cautelosa fora de casa, o Corinthians tinha condições de ameaçar a defesa argentina.

O Rosario Central também buscava controlar territorialmente o confronto, principalmente por meio de Ángel Di María, uma das principais referências técnicas da equipe.

Rosario cresce depois do intervalo

A dinâmica mudou na segunda etapa.

O Rosario Central aumentou a pressão, avançou suas linhas e passou a dificultar a saída de bola corintiana. O técnico Jorge Almirón avaliou posteriormente que sua equipe conseguiu executar uma marcação alta que criou problemas para o adversário.

O Corinthians passou a jogar de maneira mais defensiva e encontrou maior dificuldade para permanecer no campo de ataque.

Di María afirmou depois do confronto que o time argentino havia sido superior, embora tenha mencionado também o vento forte como um dos elementos que dificultaram o jogo durante a primeira etapa.

Apesar do maior volume argentino, a defesa corintiana conseguiu impedir que essa pressão se transformasse em gol.

Expulsão de Allan complica o Corinthians

O momento mais delicado para o Corinthians ocorreu aos 35 minutos do segundo tempo, quando Allan foi expulso.

A partir daí, o Timão precisou disputar os minutos finais em inferioridade numérica.

A expulsão aumentou significativamente a pressão do Rosario Central. Com um jogador a mais e empurrado pela torcida, o time argentino tentou transformar o domínio territorial em vantagem no placar.

O Corinthians recuou ainda mais e priorizou a proteção de sua área.

A estratégia funcionou. Mesmo pressionada, a equipe brasileira manteve o 0 a 0 até o apito final e saiu da Argentina sem desvantagem para o segundo confronto.

Hugo Souza ajuda a manter o zero

A atuação defensiva foi fundamental para o resultado.

O Corinthians conseguiu limitar as oportunidades mais perigosas do Rosario Central e contou com segurança no setor defensivo durante os momentos de maior pressão.

Hugo Souza também esteve no centro de um episódio grave ocorrido durante a partida. O goleiro relatou ter sido vítima de racismo, situação que provocou uma paralisação momentânea do jogo.

O episódio acrescentou tensão a uma partida que já era marcada por disputas fortes e pela importância da fase eliminatória.

Dentro de campo, porém, o Corinthians conseguiu manter a concentração suficiente para preservar o empate.

Di María lidera tentativas argentinas

O principal nome do Rosario Central era Ángel Di María.

O experiente jogador argentino assumiu protagonismo na criação das jogadas e tentou acelerar o ataque dos donos da casa, principalmente durante o segundo tempo.

O Corinthians concentrou parte de sua estratégia defensiva em reduzir os espaços disponíveis para o meia-atacante.

Depois do confronto, Di María lamentou o resultado e considerou que o Rosario havia produzido o suficiente para conquistar uma vantagem. O técnico Jorge Almirón também avaliou positivamente o desempenho argentino e afirmou que sua equipe conseguiu dificultar o estilo de jogo corintiano.

O problema para o Rosario foi transformar esse domínio em finalizações decisivas.

Ausência de Memphis também marcou preparação

O Corinthians chegou à Argentina vivendo um momento importante fora de campo.

A negociação para renovação de contrato com Memphis Depay não avançou, e o atacante ficou fora da partida. O técnico Fernando Diniz reconheceu após o confronto que havia expectativa pela permanência do jogador e que o desfecho provocou decepção internamente.

Diniz, entretanto, afirmou que a situação não afetou o desempenho da equipe contra o Rosario Central.

Segundo o treinador, o grupo conseguiu transformar a frustração em motivação para a partida.

A ausência de Memphis também obrigou a comissão técnica a trabalhar com novas alternativas ofensivas justamente no início do mata-mata continental.

Corinthians terá desfalque na volta

A expulsão de Allan produz uma consequência direta para o segundo jogo.

O jogador estará suspenso e não poderá enfrentar o Rosario Central na Neo Química Arena.

Fernando Diniz terá, portanto, de modificar a equipe para a partida decisiva.

O treinador também precisará administrar o calendário, já que o Corinthians possui compromissos pelo Campeonato Brasileiro antes da decisão continental.

A vantagem é que a definição acontecerá diante da torcida corintiana.

Tudo será decidido em São Paulo

O segundo confronto está marcado para quinta-feira, 20 de agosto, às 21h30, na Neo Química Arena, em São Paulo.

Depois do 0 a 0 na Argentina, não existe vantagem no placar agregado.

O cenário é simples: quem vencer avança às quartas de final. Caso os dois times voltem a empatar, independentemente do placar, a classificação será definida nos pênaltis.

Isso transforma a partida em Itaquera praticamente em uma final de 90 minutos.

Para o Corinthians, jogar em casa e contar com sua torcida representa uma vantagem importante, mas a equipe precisará apresentar maior capacidade ofensiva do que demonstrou durante parte do confronto na Argentina.

Libertadores registra rodada incomum de empates

O resultado também faz parte de uma característica curiosa das oitavas de final desta edição.

Dos sete jogos de ida realizados até esta sexta-feira, todos terminaram empatados. Rosario Central x Corinthians e Independiente Rivadavia x Fluminense ficaram em 0 a 0, enquanto outros cinco confrontos terminaram em 1 a 1. Um oitavo jogo havia sido adiado.

Na prática, isso significa que praticamente todas as vagas permanecem abertas para os confrontos de volta.

O cenário aumenta a expectativa para a próxima semana, quando os classificados às quartas começarão a ser conhecidos.

Empate deixa sensação positiva para o Corinthians

Considerando as circunstâncias, o 0 a 0 pode ser visto como um resultado favorável ao Corinthians.

O time enfrentou um adversário tradicional em um estádio difícil, perdeu um jogador por expulsão e suportou forte pressão durante a etapa final.

Ao mesmo tempo, esteve muito perto de abrir o placar na cabeçada de Matheus Bidu no travessão.

O Rosario Central terminou a partida com a sensação de ter desperdiçado a oportunidade de construir uma vantagem diante de sua torcida. Para o Corinthians, prevaleceu a possibilidade de transferir toda a decisão para São Paulo.

Vaga permanece completamente aberta

O primeiro encontro não produziu gols, mas estabeleceu um cenário de alta tensão para a volta.

O Rosario Central mostrou capacidade para pressionar e controlar partes importantes do jogo. O Corinthians, por sua vez, demonstrou resistência defensiva e conseguiu sobreviver ao período em que atuou com dez jogadores.

O 0 a 0 no Gigante de Arroyito significa que nenhum dos dois possui vantagem no placar.

Na próxima quinta-feira, a Libertadores terá uma decisão direta em Itaquera: vitória significa quartas de final; empate significa pênaltis.

Depois de resistir na Argentina, o Corinthians agora aposta no fator casa e na força de sua torcida para continuar vivo na disputa pelo principal título de clubes da América do Sul.

Fontes: