A Fórmula 1 teve um capítulo histórico neste domingo, 13 de setembro: o novo circuito de Madring, erguido no complexo IFEMA, em Madri, recebeu sua primeira corrida na categoria, encerrando um jejum de 45 anos sem grandes prêmios na capital espanhola (a última edição havia sido disputada em Jarama, em 1981). Quem entrou para a história como primeiro vencedor da pista foi o italiano Kimi Antonelli, da Mercedes, que também ampliou sua vantagem na liderança do campeonato de pilotos.
Como foi a corrida no novo traçado
A largada já prometia emoção. Lando Norris, que partiu da pole position, segurou a ponta na primeira volta, mas Antonelli atacou com força logo na curva 1, mesmo após um bloqueio do britânico, e chegou a cortar duas chicanes no início da prova em busca de espaço. A disputa também envolveu Max Verstappen, que assumiu a segunda colocação após Antonelli ceder a posição em uma manobra semelhante.
O momento decisivo da corrida veio na volta 14, quando um safety car virtual foi acionado após o carro de Lance Stroll bater na barreira, na volta 20, em meio a problemas de freio. Antonelli, Verstappen e George Russell aproveitaram a paralisação parcial para fazer seus pit stops sem perder tempo, enquanto Norris, que também tentou parar, sofreu com um pit stop lento da McLaren e caiu para a quinta posição, atrás de Russell. A partir daí, o britânico não conseguiu mais se recuperar o suficiente para brigar pela vitória.
Charles Leclerc chegou a liderar boa parte da prova, mas isso se deveu principalmente à estratégia da Ferrari, que optou por não parar durante o safety car virtual e só fez sua única parada na volta 48. Sem grandes oportunidades de ultrapassagem no traçado de Madring, Antonelli administrou a vantagem até o fim e cruzou a linha de chegada em primeiro, seguido por Verstappen e Norris, que fechou o pódio.
O que o resultado significa no Mundial
A vitória em Madri foi a oitava de Antonelli na temporada 2026 e ampliou de forma significativa sua liderança no campeonato de pilotos. Com o resultado, o italiano da Mercedes chegou a 292 pontos, contra 211 do companheiro de equipe, George Russell, que fechou a corrida na quinta posição.
Para o brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, o fim de semana foi de aprendizado em um circuito novo para todos os pilotos. Ele chegou a figurar entre os dez primeiros no Q1 da classificação, com pneus macios, mas não conseguiu manter o ritmo no Q2 e terminou a etapa na 12ª colocação, ficando de fora do Q3. Na corrida, Bortoleto fechou em 13º lugar, em uma disputa intensa pela nona posição com o também estreante Franco Colapinto, da Alpine.
A estreia do Madring, portanto, não serviu apenas para eleger um vencedor: também reforçou o desafio que pistas inéditas representam para equipes e pilotos, já que nenhuma delas tinha referências anteriores sobre o comportamento dos carros, dos pneus e das melhores janelas para ultrapassagens naquele traçado específico.
Próxima etapa do calendário
Depois da passagem por Madri, a Fórmula 1 segue agora para o Azerbaijão, onde o Grande Prêmio de Baku está marcado para o período entre 24 e 26 de setembro. A expectativa é que a disputa pelo título de pilotos continue acirrada, com Antonelli buscando consolidar a vantagem conquistada na Espanha diante de rivais como Verstappen e Norris, que seguem na briga direta pelas primeiras posições do campeonato.
O calendário de 2026 ainda reserva outras etapas de peso para o segundo semestre, incluindo a tradicional passagem pelo Brasil, em novembro, no Grande Prêmio de São Paulo. Até lá, cada corrida deve pesar cada vez mais na definição do campeão da temporada, especialmente à medida que o número de etapas restantes diminui e a margem para erros se torna cada vez menor entre os principais candidatos ao título.
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