Marca lança bicicletas, vestuário e acessórios de alto rendimento no país em meio a um momento de crescimento da modalidade.
Quem pedala no Brasil, seja no dia a dia ou em provas de estrada, tem uma dúvida recorrente: vale a pena investir em equipamentos com tecnologia de ciclismo profissional, ou isso é coisa apenas para atletas de elite? A chegada da nova coleção de estrada da Van Rysel ao país ajuda a responder essa pergunta, já que a marca trouxe bicicletas, capacetes, sapatilhas e vestuário técnico desenvolvidos a partir da experiência da equipe Decathlon CMA CGM, que compete no circuito UCI WorldTour. O lançamento chega justamente num momento em que o interesse pelo ciclismo cresce entre os brasileiros, o que torna o tema relevante tanto para quem já pedala quanto para quem pensa em começar.
A nova coleção de estrada chega ao Brasil
A Van Rysel apresentou sua linha mais recente reunindo bicicletas, capacetes, sapatilhas, roupas técnicas e acessórios criados com base na experiência da marca nas principais competições do calendário internacional. Entre os destaques estão as bicicletas RCR 105 Di2 e RCR Racer Pro Ultegra Di2, que incorporam soluções já testadas pela equipe Decathlon CMA CGM em provas do circuito WorldTour. A RCR 105 Di2 combina quadro de carbono, grupo eletrônico Shimano 105 Di2 e sensor de potência integrado, além de ter passado por testes em túnel de vento realizados pela ONERA, laboratório francês especializado em aerodinâmica.
Já a RCR Racer Pro Ultegra Di2 é apresentada como o modelo mais avançado da linha, com quadro em carbono de módulo superior e os mesmos conceitos usados pela equipe profissional em provas como o Giro d’Italia e o Tour de France. A marca também apoia jovens promessas do ciclismo mundial, caso do francês Paul Seixas, de 19 anos, que conquistou o segundo lugar na Liège-Bastogne-Liège em 2026 e se tornou o vencedor mais jovem da história nas pistas de Huy. Esse tipo de vínculo entre marca e atletas de ponta costuma funcionar como vitrine para as tecnologias que depois chegam às lojas.
O momento de crescimento do ciclismo no país
O lançamento da Van Rysel acompanha um período de expansão da modalidade entre os brasileiros. Segundo levantamento feito pela Decathlon em parceria com a Consumoteca, 13% dos brasileiros demonstram interesse pelo ciclismo, enquanto 7% já praticam a modalidade com regularidade. Esses números ajudam a explicar por que marcas de equipamentos esportivos têm investido em linhas mais completas e acessíveis, sem abrir mão da tecnologia usada por equipes profissionais.
Esse crescimento também aparece em eventos tradicionais do calendário nacional. A 75ª edição da Prova Ciclística Internacional 9 de Julho, disputada na Marginal Pinheiros, em São Paulo, voltou a receber ciclistas amadores de todo o país depois de anos restrita a atletas federados e de elite. A retomada da participação amadora numa prova com mais de nove décadas de história é um indício de que o ciclismo deixou de ser apenas um esporte de nicho e passou a atrair praticantes de diferentes níveis, dos iniciantes aos competidores mais experientes.
O que muda para quem pedala no dia a dia
Para o ciclista comum, o principal efeito desse movimento é o acesso mais fácil a equipamentos que antes eram restritos ao universo profissional. Tecnologias como sensores de potência integrados e quadros de carbono de alto módulo, que até pouco tempo apareciam apenas em bicicletas de equipes de elite, agora chegam a lojas no Brasil dentro de linhas voltadas também ao ciclista amador que busca performance em provas de estrada.
Ao mesmo tempo, o crescimento do interesse pela modalidade reforça a importância de equipamentos básicos de segurança, como capacete e vestuário adequado, independentemente do nível técnico da bicicleta escolhida. Para quem está começando, especialistas do setor recomendam priorizar conforto e ajuste antes de buscar os modelos mais avançados tecnicamente, já que a adaptação ao esporte costuma ser gradual.
O movimento observado agora no Brasil, entre lançamentos de equipamentos de ponta e o retorno de amadores a provas tradicionais, sugere que o ciclismo deve seguir ganhando espaço nas próximas temporadas, tanto como opção de lazer quanto como modalidade competitiva.
Fontes consultadas: Bike aos Pedaços, Olympics.com, MTB Brasília





