Conforme o empresário Sergio Bento de Araujo, a mobilidade emocional ajuda a explicar por que dirigir continua sendo uma experiência valorizada, mesmo em um cenário de automação, aplicativos de transporte e novas formas de deslocamento. Mais do que levar alguém de um ponto a outro, o ato de dirigir envolve sensações, memórias, controle e autonomia, elementos que ultrapassam a lógica puramente funcional da mobilidade urbana. O carro, nesse contexto, deixa de ser apenas um meio e passa a ser um espaço simbólico de vivência pessoal.
Siga a leitura e descubra por que dirigir ainda desperta sensações que vão além do deslocamento. Entenda como emoção, memória e autonomia mantêm viva a relação com o volante.
Como a mobilidade emocional se manifesta na experiência de dirigir?
A mobilidade emocional se manifesta na forma como dirigir ativa sentidos e emoções. O controle do veículo, a resposta do carro aos comandos e a percepção do ambiente geram uma experiência imersiva que envolve atenção, coordenação e sensibilidade. Para muitas pessoas, esse envolvimento cria sensação de presença e conexão com o momento.

Além disso, dirigir costuma estar associado a experiências marcantes da vida. Viagens em família, trajetos cotidianos, conquistas pessoais e momentos de introspecção fazem parte da memória afetiva ligada ao carro. Esses registros emocionais reforçam o vínculo com o ato de dirigir, transformando-o em algo familiar e significativo.
Outro aspecto importante, segundo Sergio Bento de Araujo, é a autonomia. Escolher o caminho, o ritmo e o tempo do deslocamento reforça a sensação de controle sobre a própria rotina. Em um cotidiano frequentemente guiado por agendas rígidas e sistemas automatizados, essa autonomia tem valor emocional relevante.
Por que dirigir ainda representa liberdade e identidade?
Dirigir continua sendo associado à ideia de liberdade porque permite decisões imediatas e personalizadas. Mesmo em trajetos comuns, o motorista sente que tem domínio sobre o percurso, podendo ajustar rotas, fazer pausas ou simplesmente seguir sem interrupções externas. Essa autonomia cotidiana reforça a sensação de controle sobre o próprio tempo e escolhas.
Como destaca o empresário Sergio Bento de Araujo, a identidade também desempenha papel central nessa relação. O tipo de carro, a forma de conduzir e até os hábitos ao volante refletem aspectos da personalidade. Para muitos, o carro funciona como extensão do próprio estilo de vida, reforçando sentimentos de pertencimento e autoexpressão, além de carregar valores, preferências e histórias pessoais.
O que muda com a tecnologia, mas permanece na relação emocional?
O avanço tecnológico alterou profundamente a forma de dirigir, trazendo conforto, segurança e assistência inteligente. No entanto, mesmo com sistemas automatizados, a experiência emocional não desaparece. Pelo contrário, muitas tecnologias buscam preservar o prazer da condução ao reduzir esforços mecânicos e ampliar a fluidez do trajeto, tornando o ato de dirigir mais agradável e menos desgastante.
A presença de assistências não elimina o envolvimento humano, mas redefine seu papel. O motorista passa a ter mais energia para perceber o ambiente, apreciar o caminho e vivenciar o deslocamento de forma menos tensa, mantendo o vínculo emocional com o ato de dirigir. Essa mudança permite uma relação mais consciente e equilibrada com o veículo.
Ainda assim, como pontua Sergio Bento de Araujo, há um limite claro. Quando a tecnologia afasta completamente o condutor da experiência, parte do significado emocional se perde. Isso explica por que, mesmo com veículos cada vez mais autônomos, o desejo de dirigir permanece vivo para muitas pessoas, associado à sensação de controle, liberdade e identidade.
Autor: Bertolucci Swatt





